sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

20º Ato - O Buquê


Me come o juízo com leite e morango no café da manhã. Me tira do sério com suas fugas secretas, suas saídas discretas e seus sorrisos enfeitados com um batom qualquer que lhe faça os lábios brilhar.

Sem me deixar pistas, confunde meus sentidos, se sim ou se não, só quem sabe são seus sonhos que lhe falam entre pequenas aparições e poucos sinais de vida. Será que sou o garoto dos seus sonhos? Roubaram meu ouro, caí do cavalo e nem sou tão bonito... mas só pra você eu levantaria mesmo com as pernas quebradas.

Só pra você eu visto minha cama com o melhor lençol, seguro meu prazer e não te deixo ficar só, toco no violão uma ou outra balada, te escrevo poesias e te perdoou nas mancadas. Quem sabe um dia desses, eu te levo até um buquê com minhas mãos machucadas por tirar os espinhos com carinho e cuidado, para você não se machucar.

O que você quer eu já não sei, mas vou combinar com um anjinho lá de cima que te sussurre no ouvido todas as noites... um breve “te amo, te adoro, te venero” e no fim o meu nome quase que sem voz. E eu sei... um dia você vai acordar e vai dizer, dizer sem perceber, que sou o garoto dos seus sonhos, que fui feito só para você.

Pevic. Pedrosa

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