quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

19º Ato - O Escritor


Carrego hoje comigo um coração cansado, um corpo machucado e uma alma sempre apaixonada. Sou devoto dos meus planos e fã de todos os meus poucos anos, das experiência vividas, uma ou outra sofrida, um sorriso no rosto e uma rosa em botão. Vivo sempre um dia após o outro, sentindo cada sentimento com toda intensidade, cada desejo, cada paixão. Carregando nas costas as minhas saudades, que cultivei amando sempre loucamente cada amor, de mentira ou de verdade.
Tenho nas mãos memórias de quem toquei, na ponta da língua todos os sabores que provei, no pé do ouvido todos os sussurros apaixonados, todos marcados de algum jeito sem que nem pra que. Apenas por ser poeta e não ter aprendido a amar, quero sempre um domingo acompanhado, um declaração e um carinho bem dado. Mas hoje eu estou cansado, hoje só te quero ao meu lado encaixada em meu peito, nenhum barulho nenhum defeito. Apenas o calor de um corpo presente que durma sem mas...
Hoje eu quero escrever até que me sangrem os dedos, até que eu expulse cada má lembrança, cada grito de desespero. Hoje carrego comigo um coração cansado, um corpo machucado e uma alma sempre apaixonada.

Pevic. Pedrosa

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