quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

18º Ato - A Incerteza


Foi fácil... foi tão fácil. Eu olhei sem saber, sem nada do que esperar. E fui me envolvendo sem querer, procurando não me apegar. E com seus olhos que eu nunca sei o que querem dizer você me disse que queria, que queria meu prazer.
Eu olhei tantas vezes procurando te entender, te buscando nos olhos alheios, sentindo teu cheiro em todos os cantos sem perceber. Quantas vezes não acordei sorrindo? Quantas vezes não acordei pedindo o teu corpo quente para me aconchegar. Você foi partindo, você foi voltando, você foi presente, você foi você. Nesse teu jeito único de me querer sem me deixar entender, eu vou seguir as regras, não vou cortar as rédeas, vou de mansinho tão quietinho tentar ganhar você.
Na verdade eu não tenho pressa porque em algum lugar eu te toquei, talvez não tanto como eu gostaria, talvez não do jeito que me satisfaria, mas eu tenho fé e o que é do homem ninguém tira.
Eu tenho fé... eu tenho fé... eu tenho na mente uma lembrança sempre recente, um toque sempre quente e algumas palavras sussurradas no ouvido, que só eu e você podemos entender.

Pevic. Pedrosa

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