domingo, 15 de maio de 2011

32º - A Confissão


Não estranhe se por vez ou outra eu deixar meu romantismo atrás da porta, não é porque mudei ou porque não te quero bem, é sim porque nem tudo que é bom o tempo todo faz bem. Os pequenos detalhes fazem a diferença, um jeito carinhoso de chamar ou um toque especial que só aquele alguém sabe dar, uma rosa em botão colada na porta ou até mesmo um pequeno ato livre de expectativas, apenas feito de bom grado pra quem sabe um sorriso e bons momentos lhe proporcionar.
E talvez eu passe um dia só falando besteiras, só arranjando desculpas pra não sair do teu lado, talvez eu passe um dia só relembrando velhas memórias, falando das cicatrizes, antigos amores ou escolhas certas e erradas do passado. O que "é" hoje pode não ser amanhã, mas o que foi ontem nunca mudará, então olhe pro dia que passou e veja quantas coisas boas eu procurei te fazer passar. Das minhas promessas eu prometo tomar conta e cuidar que cada palavra valha a pena ser lembrada. Das minhas falhas eu cuidarei mais ainda e farei de cada passo no chão uma batida nova e plena em meu coração para não mais errar.
O bem que você me faz é tão raro e me custa tão caro só em pensar em te deixar. O mal que você me faz quando está perto é tão perverso, mas prefiro mil vezes o seu mal por perto do que distante dos meus olhos, onde eu não poderei te ajudar.
Minhas palavras serão sempre claras e de mim não será surpresa saber o que sinto, porque por você já vi que não minto e não adianta eu me negar ou disfarçar. Em meus olhos sempre estará estampado quando você me olhar.
Hoje em dia só tenho duas ou três certezas na vida e uma delas é você, que sem nexo entrou sem avisar, me cicatrizou algumas e abriu novas feridas, que lavadas por minhas lágrimas serão sempre regadas de um sentimento que não sei o nome, mas teima ao não me deixar.
Você não é a dona de minha felicidade e com ou sem, ficarei bem. Mas contigo eu não minto, serei pleno e radiante, farei de grãos de areia os mais lindos diamantes pra te coroar a cabeça e te iluminar os passos, e calmamente sanarei tuas dores, te farei esquecer de antigos amores, e enquanto dure nossas tentativas incertas de procurar juntos os passos mais lindos nos compassos marcados dessa dança insana que não sabemos o nome. Cantarei a letra quando faltar a canção, tocarei os instrumentos quando faltar a melodia, estalarei os dedos quando não ouvires o ritmo, e te carregarei nos braços quando teus pés não aguentarem mais tocar o chão.

Pedro Vitor

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