terça-feira, 29 de março de 2011

25º - As asas de cera


Quem é ela que as oito me inspira poesias e me faz pagar de besta, escrevendo um verso ou outro, numa folha de caderno solto a espera de um sorriso lhe tirar?
E quando me sorri sincero me quebra as pernas e me faz pensar, no quanto é bom o gosto de lhe olhar fundo e decorar a feição do rosto, que um sinalzinho na ponta de seu nariz faz seu charme aflorar.
Ela até me contou um dia, que já foi até bailarina e seu sonho mágico de quando ainda menina, era ser a mais linda modelo que qualquer fotografo iria bajular. Um vez até resolvi pesar seu coração, coloquei o numa balança contra uma rosa em botão. E para minha surpresa pude notar que mesmo nem cabendo em minha mão, pesou menos que uma rosa o seu enorme coração.
Então vai meu anjo de asas de cera, voa alto e conheça as verdadeiras cores que pintam o céu. Só não demore muito na sua saída, nem sempre estarei forte e a espreita a te esperar, para quando muito próximo do sol você chegar e suas asas não puderem mais te sustentar, estar em baixo com meus braços bem abertos pra te trazer ao chão, falar-te de um futuro bom e te receber com beijos nos olhos e uma flor na mão.

Pevic. Pedrosa

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