
Isso meu bem, pra que tanta afobação? Não misture amor com pressão. Não precisa de pressa, vem com calma que eu já te beijei os olhos e você já tirou a blusa. Eu já me perdi de desejo em todas tuas curvas e meu sangue já ferve nas veias, quando me fala manso ao pé do ouvido.
Já me afoguei nos nós dos teus cabelos, já ficamos a sós em constantes devaneios, me atirei descalço nesse azulejo de pregos e adormeci pianinho no teu colchão de brasas quentes.
Não vai ser desse jeito, nesse ritmo, nesse joguinho, que eu vou perder minhas peças uma a uma de pouquinho em pouquinho, nas tuas ciladas armadas e colocadas de molho em banho maria.
Quem te viu, quem te vê, quem te conhece que te compre, porque nesse jogo de cartas marcadas eu já conheço todas as saídas, investi pesado em todos os coringas e tenho nas mãos os às que te faltam. Tenho no pulmão o ar que te da vida, e quando me vejo cansado assobio aos quatro ventos minha clave de sol bem elaborada. Te dando uma Do-se de Re-volta a qual MI FA-lta e como o SOL LÁ no alto me aquecendo e guardando para SÍ o calor constante de meu corpo, guardo comigo os sabores e as dores dos amores complexos que vivi, e te ofereço minhas experiências tão poucas porém tão válidas quando um ou outro só querem viver por e parar curtir.
Eu quero sempre mais e não me contento com metades, porque metade de quem você é não é você, então não me ofereça partes, me ofereça um inteiro e te dou um coração e um corpo cheio, de sentimentos e emoções para dar.
Pevic. Pedrosa

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