segunda-feira, 18 de junho de 2012

35º Ato - A Declaração



Que minhas declarações não se percam no tempo, que não haja ontem, que não haja hoje, que não haja depois. Que minhas palavras cruzem décadas e milênios, que viajem o mundo e não encontrem repouso no espaço. Que conheçam os oceanos e os céus, que sejam parte do vento, da terra, das estrelas. Que sejam infinitas como o universo, que sejam tão importantes quanto o ar. Que elas sejam ouvidas e entendidas, que sejam assimiladas e nunca esquecidas.
Que minhas declarações te alimentem... e não te deixem faltar fé...
E tudo que eu disser perdure a fatos e sobreviva a exposição daqueles de má fé. Que os ouvidos não ouçam os murmúrios maliciosos, que o corpo aguente nadar contra a corrente, que a pele resista ao fogo das inúmeras verdades deturpadas que todos querem ter o direito de saber. Quando no final das contas, o mundo pode explodir em palavras falsas do mundo que só eu vive com você.
Tua boca, tua santa boca, seja a porta de entrada para todo meu amor, e seja a única saída pra os sentimentos que eu cultivar no teu peito, e tatuar no fundo de tua alma.

Pevic. Pedrosa



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