quarta-feira, 7 de julho de 2010

7º Ato - O Pierrot


Tão intima quanto os motivos que lhe fazem cair, descem do rosto liso as lágrimas pesadas de um pierrot. Não se sabe se por felicidade ou se por tristeza ele chora, mas sua maquiagem ainda teima em borrar.
Se por tristeza seu coração bateu lento, teimou em fazer seu desejo ruir, se iludindo e se envolvendo num amor impossível, perdido dentro de si. Pela bailarina se apaixonou, quem sem palavras é obrigado a ficar, mesmo amando e por dentro chorando, nenhuma sílaba é capaz de falar. Encontrou nos seus traços delicados um maneira de viver, agindo em atos de um alguém apaixonado, tentou demonstrar tudo que queria dizer. Mas é possível um pierrot ter um romance com uma bailarina? Será que no circo tudo é apenas um faz de conta?
Se por felicidade seu coração foi a mil, bateu tão forte, tão seguro, de um jeito que ninguém jamais viu. E entre seus atos de amor, encontrou na plateia quem lhe fizesse sorrir, apenas aproveitando do momento, deixando tudo fluir. De cabelos lisos pretos como a noite, pele delicada e sorriso meigo como o ultimo raiar do sol, ilumina os olhos do grande pierrot, que se contorce como um magnífico girasol. O que teria feito aquela doce menina, para ganhar o pierrot?
Talvez por ser tão frágil, tão feminina, encheu os olhos que sorriam daquele gentil ator...

"Amar é como ter o coração nas mãos de quem dorme. Quando sonhando te esquenta e dá carinho. Quando em pesadelo, mesmo sem perceber, as mãos se fecham e se contorcem a procura de uma saída."

Pevic. Pedrosa

2 comentários:

  1. Aff, essa fala é da peça ! sgaygsya
    Mas tá super show, me deu vontade de ler!

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