sexta-feira, 18 de junho de 2010

3º Ato - O Verbo


O verbo que nos faz agir, que nos faz estar, que nos faz sentir. Que dá asas aos meu sonhos, que me tira do sério, que me põe no meu lugar. Não importa o predicado, se é presente, futuro ou se é passado, ele me toca e me guia por uma estrada de passos marcados que só eu sei, onde quero chegar.

E se esse verbo quiser um dia me deixar, vou apresenta-lo ao sujeito pra convence-lo a ficar... e ficar... e ficar... Não me importa se transitivo ou intransitivo, nem adianta dizer que ele é impessoal, se mexe tanto com minha cabeça, seria um pecado não dizer que faz parte de mim da maneira mais especial. Ele realmente me liga a alguém incomum, ela consegue sem nada dizer, com um simples olhar, me tirar do verbo "ser" e me por no verbo "voar" . Me tira o fôlego entre seus beijos, me mata de vontade de eternizar, seu sorriso numa escultura de mármore e prata, para nunca mais me deixar.

Quanto sua conjugação eu afirmo com clareza, "Não importa qual seja" pois com seu querer sem querer, me transforma dos pés a cabeça. E diante tudo que já foi dito, só posso chama-lo de abundante, porque se apossa de mim e me faz pensar, em detalhes tão lindos antes nunca percebidos, hoje tão valorizados. Esse verbo se confunde com meus desejos tão profundos, e tão docemente se apresenta como verbo tão comum.
Porque por ela sou o verbo sentir, fazer, ouvir, emocionar.... sou o verbo tocar, beijar, doar... sou o verbo que tudo isso resume....

Pois todos aqueles que tem coração, sonham em um dia ...

Pevic. Pedrosa

Um comentário:

  1. quando vi o título achei q citaria drummond,mas me enganei,vc está usando um recurso próprio e cru.
    parabéns!

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